sábado, 25 de fevereiro de 2006

os documentários de Herzog

os "inimigos íntimos" Werner Herzog e Klaus Kinski, 1981. Foto Project Filmproduktion

O cineasta alemão Werner Herzog, de 65 anos, fez no cinema um caminho às avessas. Depois de conquistar prestígio com filmes de ficção como "Aguirre, a cólera dos deuses" (Aguirre, der zorn Gottes), 1972, e "Nosferatu, o vampiro da noite" (Nosferatu phantom der nacht), 1978, voltou ao documentário. É a porção não-ficcional da obra de Herzog que o Festival Internacional de Documentários – É Tudo Verdade enfoca na Retrospectiva Internacional de sua 11ª edição, que ocorre em São Paulo, de 23 de março a 2 de abril, e no Rio de Janeiro, 24 de março a 2 de abril, com extensão em Brasília, de 3 a 16 de abril.

A mostra trará 10 títulos, desde "Fata Morgana" (Fata Morgana), segundo longa de sua carreira, realizado entre o fim dos anos 60 e o início de 1970, até o recente e desafiador 'O homem-urso" (Grizzly man), 2005. A retrospectiva exibirá também "Meu melhor inimigo" (Mein liebster feind), 1999, em que aborda sua tumultuada relação artística com o ator Klaus Kinski (1926-1991).
Completam a mostra "O grande êxtase do entalhador Steiner", (Die grosse ekstase des bildschnitzers Steiner), 1974, sobre o campeão de esqui Walter Steiner; "Lições da escuridão"(Lessons of Darkness), 1992 , uma análise sobre a Guerra do Golfo; "Sinos do abismo: fé e superstição na Rússia" (Bells from the deep: faith and superstition in Russia), 1992 ; "Pequeno Dieter precisa voar" (Little Dieter needs to fly), 2004 , sobre o prisioneiro de guerra alemão Dieter Dengler; "Juliane cai na selva" (Julianes sturz in den dschungel), 1998, enfocando uma sobrevivente de desastre aéreo; "O diamante branco" (The white diamond), 2005, que reconstitui um curioso experimento científico.

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