sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Guará Rodrigues, ator


O ator Guará Rodrigues morreu terça-feira passada, 21, no Rio de Janeiro. Muito querido no meio cinemtográfico, ele não se notabilizou por papéis de protagonista nos inúmeros filmes de que participou. Como seu amigo Wilson Grey, Guará foi um coadjuvante de talento. E, nessa condição, marcou época no cinema brasileiro, em especial na faceta desse cinema que, meio impropriamente, chamamos de "marginal".

De fato, se formos olhar a filmografia de Guaracy Rodrigues, nascido em Belo Horizonte há 70 anos, encontraremos obras como "Signo do caos", 2003, de Rogério Sganzerla, "Louco por cinema", 1994, de André Luiz Oliveira, e uma série de trabalhos feitos com o cineasta Julio Bressane: "Matou a família e foi ao cinema", 1969, "O Mandarim" 1995, "Brás Cubas", 1985 "O rei do baralho", 1973, "Barão Olavo, o horrível", 1970.

Trabalhou também em vários filmes de Neville d´Almeida, como "Os sete gatinhos", 1977, "Jardins de guerra", 1968, "Rio Babilônia", 1982. Guará fez parte do elenco de "O circo das qualidades humanas", 2000, de Geraldo Veloso. Em depoimento sobre o amigo, Veloso diz que "poucos sabiam mais de cinema do que ele. Guará era personagem constante de si mesmo, não conseguiu ser ator: era ele mesmo que representava a si próprio".
Sua morte repentina surpreendeu a todos.

Um comentário:

MARQUITO® disse...

Meu amigo Guará... Fiquei sabendo hj(16/02/10) da sua morte, visto que, estou fora do Brasil há 13 anos... A última vez que nos vimos e conversamos muito, foi em meu apt em Brasília; e em pleno Festival de Cinema de Brasília... Fizemos uma moqueca de peixe autêntica(from Bahia, como baiano de Ilhéus que sou...)... Grande Guará, sempre Guará... Demos boas risadas juntos durante todos os festivais de cinema.... Um beijo p/vc amigo de onde vc estiver...
Marco d'Oliveira.
(Marquinho)
San Francisco, CA, U.S.A.
olivmarcoa@gmail.com