quarta-feira, 31 de outubro de 2018

colo de resistência

foto © João Machado
No aniversário hoje de 116 anos de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, e diante o tempo em que vivemos e a ameaça do que virá, ouso uma colagem de versos de dois poemas, Consolo na praia e Poema da necessidade, respectivamente publicados nos livros Rosa do Povo, 1945, e O Sentimento do Mundo, 1940.
Vamos, não chores.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

É preciso viver com os homens, 
é preciso não assassiná-los.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.

Mas a vida não se perdeu.
Mas o coração continua.
É preciso salvar o país, 
é preciso crer em Deus.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

canções da resistência



“Trogloditas, traficantes, neonazistas, farsantes: barbárie, devastação. / O rinoceronte é mais decente do que essa gente demente do Ocidente tão cristão”
- Belchior em Bahiuno, faixa do disco homônimo de 1993. Musicada por Francisco Casaverde, a letra cabe bem, e infelizmente, nos tempos de agora quando há perigo institucionalizado na esquina.
Um ano e seis meses hoje que o cantor ficou encantado como uma nova invenção.
Suas letras de beleza única, literárias e filosóficas, trazem na densidade discursiva uma dimensão política, uma compreensão e reflexão do mundo com seus perigos e esperanças.
Enquanto houver espaço, corpo e algum modo de dizer #elenão, nós cantaremos.
Na contracapa do disco, Belchior colocou a imagem de um rinoceronte a que se refere no final da letra. A ilustração é do pintor alemão Albrecht Dürer, um dos mais importantes do Renascimento Nórdico, século 16. O cantor fez referência ao primeiro rinoceronte que chegou a Europa, desembarcado em Portugal vindo da Índia, presente do sultão Muzafar II. Até então, o bicho era criatura lendária para os europeus, incluída nos bestiários com os unicórnios.
Bahiuno foi o último disco autoral de Belchior. Além de Casaverde, entre as 16 canções, parcerias com Jorge Mello, Graco Braz, Caio Braz, João Bosco, João Mourão e Eduardo Larbanois. É um disco conceitual, forte em referências históricas que se contextualizam em questões contemporâneas. O neologismo do título une o nordestinado baiano com o huno da Ásia Central. Ambos são migrantes, fugitivos de vidas secas em buscas de outros campos e invernada. Migrantes como o rinoceronte, um bahiuno no reino português.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

versos de resistência


abraço de resistência


Na minha idade, tenho mais passado do que futuro... temo pelos meus filhos no alvorecer da juventude.

Pelos nossos filhos, resistimos, resistiremos!

cartas de resistência

“𝐄 𝐭𝐞𝐦 𝐨 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐧𝐭𝐞, 𝐦𝐞𝐮𝐬 𝐬𝐞𝐧𝐡𝐨𝐫𝐞𝐬: 𝐧ã𝐨 𝐯𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐞𝐧𝐥𝐨𝐮𝐪𝐮𝐞𝐜𝐞𝐫, 𝐧𝐞𝐦 𝐧𝐨𝐬 𝐦𝐚𝐭𝐚𝐫, 𝐧𝐞𝐦 𝐝𝐞𝐬𝐢𝐬𝐭𝐢𝐫. 𝐏𝐞𝐥𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫á𝐫𝐢𝐨: 𝐯𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐟𝐢𝐜𝐚𝐫 ó𝐭𝐢𝐦𝐨𝐬 𝐞 𝐢𝐧𝐜𝐨𝐦𝐨𝐝𝐚𝐫 𝐛𝐚𝐬𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐚𝐢𝐧𝐝𝐚.”
Trecho de uma carta de Caio Fernando Abreu a sua amiga Jacqueline Cantore, em 1° de novembro de 1981.
O escritor gaúcho foi um missivista compulsivo. De sua Olivetti Lettera 44, datilografou uma infinidade de cartas, com forte essência poética, dos mais variados e cotidianos assuntos, de fatos comezinhos a reflexões existenciais e filosóficas. Escritores, atores, cantores, amigos eram os destinatários.
O poeta, curador literário e professor da UFRJ Ítalo Morriconi, numa pesquisa minuciosa, reuniu dezenas dessas cartas, juntamente com escritos de cartões postais, bilhetes, e publicou em 2002 o livro Caio Fernando Abreu: Cartas, com mais de 500 páginas, o que nos dá com a narrativa fragmentada uma espécie de um romance de vida, de fôlego combativo e resiliente.
Caio Fernando Abreu viveu em período brabo de ditadura militar, foi um dos primeiros a escrever abertamente sobre sexo numa visão dramática, e assumiu sem rodeios sua homossexualidade.
O fragmento da carta acima cabe muito adequadamente aos próximos tempos de resistência democrática que começou ontem, com o resultado desastroso da eleição presidencial.
Não nos dispersemos, seguimos de mãos dadas!

day after


poema de resistência

E então, que quereis?..., de Vladimir Maiakovski, 1927
Em Maiakovski — Antologia Poética, Editora Max Limonad, 1987

luto luta


domingo, 28 de outubro de 2018

resistir de mãos dadas


crônica da democracia

O cearense Juarez Barroso foi um dos maiores cronistas e incentivadores da música brasileira, além de escrever com propriedade sobre futebol, cinema, literatura e política. Foi produtor do clássico disco de Cartola de 1976, que tem As rosas não falam, O mundo é um moinho.
A jornalista, escritora e pesquisadora Natercia Rocha lançou recentemente o ótimo Juarez Barroso: O Poeta da Crônica-Canção, onde reune preciosos textos publicados em jornais do Rio de Janeiro na década de 70.
A compilação afinada da autora faz jus à importância do cronista no estudo e memória da canção brasileira.
Intelectual lúcido e combativo no período da ditadura militar, levei-o comigo para votar pela democracia.

sábado, 27 de outubro de 2018

em me lembro

Fantástico, onírico, nostálgico e memorialístico, Federico Fellini concebeu em Amarcord, 1973, um dos mais fortes libelos cinematográficos contra o fascismo. Autobiográfico, o cineasta ambienta seu delírio e expurgação nos anos 30 da Itália devastada pela figura pústula de Mussolini, pela moral repressora e destrutiva.
Na história, o personagem Titta é o alter ego do diretor. Mas todos os personagens que lhe rodeiam e habitam o passado nessa depuração de revogação nostálgica, são Fellinis. Mesmo não tendo tragédias sérias na família, o cineasta tomou posição e dizia que o fascismo aprisionou os italianos em uma adolescência perpétua de pesadelos, pelos tempos opressivos que viveram. O cinema lhe acolheu para espantar os fantasmas.

Realizei em 1999 o curta-metragem O último dia de sol, sobre a prisão de meu pai no dia seguinte ao golpe militar de 1964, para também afugentar pesadelos, esconjurar lembranças e impedir que meus filhos tenham a infância descolorida.
Amanhã iremos às urnas. Amanhã afastaremos esse arremedo histriônico e placebo do fascismo sobre o nosso chão sagrado.
O simpático "voodoozinho" do cineasta italiano na foto abaixo, é obra da grande artista plástica cearense Lana Benigno. Presente na minha estante, presente em meu coração.

alguma coisa acontece...

Apesar da patente, a rua General Jardim, no centro da capital paulista, é conhecida como rua dos arquitetos, pela concentração de escritórios, de espaço de designers e artistas plásticos. Uma certa boemia resiste, como uma microversão tropical dos cafés parisienses, onde intelectuais criaram revoluções sociais e artísticas na virada do século 20.
A via começa quase na praça da República, passa por debaixo do Minhocão e chega até a quatrocentona Higienópolis. É fácil encontrar, ao final do expediente de trabalho, rodas de chorinho tocando Pixinguinha e Jacob do Bandolim.
Nesses dias de manifestação eleitoral, filhos de um artista plástico recentemente falecido, e frequentador do local, fizeram uma intervenção numa faixa de pedestres num cruzamento da rua.
Os carros passam. EleNão.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

bifurcação histórica

A palavra lúcida, democrática e patriótica do médico neurocientista Miguel Nicolelis.

nunca mais outra vez

O governo Arthur da Costa e Silva, que durou de 1967 a 1969, se caracterizou pelo avanço do processo de institucionalização da ditadura. O que era um regime militar difuso transformou-se numa política que eliminou o que restava das liberdades democráticas, intensificando a repressão policial-militar.
No dia 24 de outubro de 1968, há exatos 50 anos hoje, a casa de Dom Helder Câmara, em Olinda, Pernambuco, foi metralhada. O regime ditatorial não tolerava opiniões contrárias.
No final daquele ano, no dia 13 de dezembro, o general assina o famigerado AI-5, dispositivo jurídico-político que suspendeu os direitos políticos entre tantos itens de radicalização autoritária sobre os cidadãos. Foi o golpe dentro do golpe.

"dúvida"


terça-feira, 23 de outubro de 2018

a gente toma a inciativa

O Talmude é uma coleção de livros sagrados do judaísmo rabínico, que data do ano 499 d.C. A obra milenar reúne uma compilação de máximas sobre lei, ética e história.
Numa das sequências finais de A lista de Schindler (Schindler's List), de Steven Spielberg, 1993, o personagem Oskar Schindler, interpretado por Liam Neeson, recebe das mãos de Itzhak Stern, um judeu polonês vivido pelo ator britânico Ben Kingsley, um anel como símbolo de gratidão pelo que ele fizera. Na cena, comovente em seu realismo da fotografia em preto-e-branco, centenas de judeus do Gueto de Cracóvia lhe abraçam. Eles foram empregados em sua fábrica, e, numa artimanha de Schindler enganando os nazistas, salvos de serem transportados para campos de concentração e mortos.
No anel que recebe está escrito em hebraico "Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro."
O candidato à presidência da República Fernando Haddad, mencionou como sua frase preferida no programa Roda Viva, em 22/10/2018.

Haddad e o cinema



Fernando Haddad, candidato à presidência da República que tem Um sonho de liberdade como um dos seus filmes preferidos. Demais!

Haddad e a música



Fernando Haddad, candidato à presidência da República que tem Gilberto Gil como um dos cantores preferidos. Axé, meu caro!

Haddad e a literatura

Fernando Haddad, candidato à presidência da República que cita em entrevista Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, como livro preferido. Que maravilha!

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

última pesquisa eleitoral

©Valdi Ferreira Lima

o carinho do mestre

Um jovem engenheiro desempregado dá aulas para sobreviver, em uma escola num bairro operário em Londres.
O professor é negro. Os alunos, a maioria brancos, e muitos deles indisciplinados, decididos a atrapalharem as aulas. Acostumado com hostilidades, o professor segura firme e não se amedronta.
Produzido em 1967, Ao mestre, com carinho (To Sir, with love), dirigido por James Clavell, tornou-se um clássico como filme ao tratar de questões sociais e raciais, concebendo o confronto de um professor idealista com uma turma de adolescentes socialmente desajustados.
Na África do Sul, uma tal de Publications Control Board, proibiu o filme, alegando à época que era "ofensivo ver um homem negro ensinando uma classe de crianças brancas"
O carisma e a interpretação perfeita do ator Sidney Poitier foram determinantes para estabelecer uma empatia com o público.
Ah, parabéns, professor #Haddad13

mil vezes Marielle


domingo, 14 de outubro de 2018

ele tinha um sonho

Em 14 de outubro de 1964, quatro anos antes de ser assassinado, Martin Luther King recebeu o Nobel da Paz.
Sua luta contra a desigualdade racial através da não violência, os corajosos e históricos discursos como "I have a dream", em frente ao Memorial Lincoln em Washington, em 1963, e contra a guerra do Vietnã, em 1967, outorgaram a Luther King o reconhecimento de liderança na resistência pelo fim do preconceito racial.
Aos 35 anos, foi o mais jovem a receber um prêmio Nobel.

amar


lírico

arrudA, poeta paulistano, livro Topografia das ondas, 2017, Ed. Patuá

pontes e muros

foto: Arquivo pessoal
“Ao longo das próximas semanas assistiremos a um combate entre construtores de pontes e construtores de muros. Pobre Brasil se os construtores de muros ganharem.
O Brasil, um país amado no mundo inteiro pela sua cultura, pela sua alegria e generosidade, não pode permitir que o ódio se alastre e triunfe.”

- José Roberto Agualusa, escritor angolano, residente em Portugal, em sua coluna no jornal O Globo, dia 12 deste mês.
Muito ligado ao Brasil, assim com o moçambicano Mia Couto, Agualusa morou por quatro anos entre Pernambuco e Rio de Janeiro. Quando esteve aqui para a terceira edição da Feira Literária Internacional de Maringá, em setembro de 2016, logo após o golpe, disse que “o triunfo da estupidez e da injustiça nunca deixa de me surpreender. O País foi sequestrado por um grupo de delinquentes.”

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

prece

Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil, me disseram que viesse aqui, pra pedir de romaria e prece, paz nos desaventos... ilumina a mina escura e funda em que estamos vivendo...
Como eu não sei rezar, só quero mostrar meu olhar, meu olhar, meu olhar aflito, entre o medo e a esperança.
Senhora da cor de Marielle, de Mestre Môa, de todas as cores, de toda a gente, derramai Sua benção no coração dos que estão em paz porque merecem, dos que estão com ódio porque precisam.

dia das crianças

Quando pequeno fui ao cinema. Nunca mais voltei para casa.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

nós e eles


O momento político do Brasil ganhou espaço no enorme telão de LED do primeiro show de Roger Waters, pela turnê Us and Them, na Arena Allianz Park, em São Paulo.

Na noite de ontem, 9, Waters provocou aplausos e vaias do público ao enquadrar o candidato #elenão na lista dos neofascistas. 

Os ultrajantes que vaiaram, a rigor, erraram de show, confundiram os Rogers.

82 tons de Zé

Há 82 anos o Zé está fora do tom da mesmice, na contramão da música pra pular brasileira.
Parabéns, eterno garoto do sertão de Irará.

bate outra vez

Há 110 anos nascia Cartola.
Há 110 que as rosas falam na música brasileira.


O mundo é um moinho, este país está um moindo, Seu Agenor. Mas meu coração sempre bate outra vez com esperança quando ouço suas canções.
A benção, mestre. Tiro minha cartola para você.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

no mesmo dia

John Lennon, 78 anos hoje. O filho Sean, 43.
Ele imaginou nenhum inferno abaixo de nós
e acima apenas o céu.
Ele imaginou nada pelo que matar ou morrer.
Ele imaginou todas as pessoas vivendo em paz.
Ele imaginou o mundo como um só.
Ele imaginou não existirem posses,
sem necessidade de ganância ou fome.
Ele imaginou todas as pessoas
compartilhando todo o mundo.

Nestes tempos ameaçadores em que estamos vivendo, tensos entre o medo e a esperança, imaginemos e lutemos juntos.
You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one.

o universo em seu canto

Taiguara foi o compositor mais censurado da música brasileira. 68 canções foram proibidas pelo regime militar nas décadas de 60 e 70.
Exilado na Inglaterra, gravou um disco nunca lançado no Brasil, Let the children hear the music, tornando-se o primeiro cantor proibido a produzir um trabalho no exterior à época braba de ditaduras na América Latina.
Em uma viagem à Fortaleza, encantou-se com uma sereia cearense numa praia ainda distante e compôs Maria do Futuro.
Kleber Mendonça Filho soube com perfeição emoldurar o seu ótimo e tocante filme Aquarius, usando na trilha sonora a emblemática Hoje, faixa-título do disco que o cantor gravou no conturbado ano de 1969.
Taiguara partiu cedo, aos 50 anos. Ele nunca parava de ter esperanças, e por isso cantava. Hoje ele faria 73 anos de sonhos.
A exemplo de Taiguara, nestes tempos ameaçadores, entre o medo e a esperança, sigamos de mãos dadas.

moço lindo do Badauê

A composição Beleza pura, de Caetano Veloso, gravada por ele no disco Cinema transcendental, 1979, uma geografia afetiva e histórica de nossa negritude percorre a letra. Uma manifestação poética e ancestral dos candomblés, afoxés, maracatus, tambor de crioula, todas as matrizes de nossa africanidade em um desfile pelas pedras das ruas, entre os trilhos urbanos de Salvador.
Mestre Môa de Katendê, 63 anos, compositor, dançarino, capoeirista, ogã-percussionista, artesão e educador na propagação da cultura afro-brasileira, é referenciado e reverenciado na canção no trecho “moço lindo do Badauê / beleza pura/ do Ilê Aiyê / beleza pura...” Mestre Môa foi um dos fundadores do grupo Afoxé Badauê, lá no começo da década de 70, e era uma espécie de Pelé do Jogo de Angola, o embrião do estilo de capoeira.
O moço lindo do Badauê foi brutal e covardemente assassinado no final de domingo por um eleitor do #elenão, após uma discussão em que teria criticado o tal candidato e defendido o seu voto no PT.
Môa de Katendê, que em todo seu trabalho como educador, lutava contra a intolerância, foi abatido por ela.
Dentro daquele turbante Filhos de Ghandi, que todos os búzios iluminem esses tempos em que vivemos tensos entre o medo e a esperança.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

2º turno

Parafraseando Belchior, "pois o que pesa no Nordeste, pela lei da gravidade..."

Dia do Nordestino

foto © Tiago Santana 
8 de outubro, Dia do Nordestino. A data foi instituída em 2009, em homenagem a dois nordestinos:
Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, poeta popular, compositor e músico cearense, pelo centenário de nascimento naquele ano.
foto de Catulo, Acervo MIS-RJ
Catulo da Paixão Cearense, poeta, músico e compositor maranhense, autor da célebre Luar do Sertão, pelo aniversário de nascimento nesse dia.
Ontem o Nordeste inteiro já comemorava com #elenão.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Marielle

"Mas veio o tempo negro e a força fez comigo
o mal que a força sempre faz..."

- Belchior em Galos, noites e quintais, disco Coração selvagem, 1977

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

assim descaminha a humanidade

"...quem transforma o seu voto em instrumento do ódio não está apenas tentando destruir o outro, mas está destruindo a si mesmo, enquanto projeto de humanidade. Afinal, ser humano é uma construção, a mais difícil e demorada de todas as construções."
- Trecho do artigo escrito pelo cineasta e escritor Rosemberg Cariry no site Outras Palavras. Uma reflexão lúcida e dolorida sobre os tempos tenebrosos que estamos vivendo.