domingo, 26 de fevereiro de 2006

o olhar de Marcelo Gomes

Marcelo Gomes, diretor de "Cinema, aspirinas e urubus". Foto página www.urubus.com.br

"Quando eu era pequeno, viajava muito para o sertão. Aquelas imagens me impressionavam. Todos aqueles silêncios espaciais.”

“Quando as pessoas falam bem do roteiro do filme, fico muito feliz. Trabalhava 10, 12 horas por dia."

“Eu não era um diretor conhecido, não era do eixo Rio-São Paulo, era estreante, não tinha dirigido novela, o filme não teria atores globais. Não sei exatamente quais foram os motivos, muita coisa deve ter contado para rejeitarem tanto o projeto. Acho que o título assusta um pouco, também.”

“É uma história sobre pessoas diferentes que convivem, sobre troca. Há algo de alteridade no filme que é muito contemporâneo. Você compreende mais sobre quem você é quando conhece a cultura do outro.”

"Eu não quis filmar um sertão à escola de samba."

“Dá um pouco de decepção ver essa dificuldade de distribuição por aqui. Mas não sou rancoroso, quero filmar mais. Este é exatamente o filme que eu queria ter feito.”


Trechos da entrevista com cineasta Marcelo Gomes no jornal Correio Braziliense de hoje (www.correioweb.com.br). Seu primeiro longa-metragem, “Cinema, aspirinas e urubus”, é um dos melhores lançamentos nacionais. O filme acumula vários prêmios em festivais no Brasil e no exterior, e surpreende, encanta e incomoda pela maneira originalíssima de mostrar o cenário inóspito, mas humano, do sertão nordestino.

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