Dziga Vertov: Cinema.
1929. Era apenas o homem com uma câmera. Mas era O homem. De nada
adiantam os celulares multifuncionais, as digitais míninas em tamanho,
múltiplas em possibilidades, se o dedo de quem aciona nunca ouviu falar
de Dziga Vertov.
segunda-feira, 19 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
são gerais
foto Nirton Venancio
Raízes
do chão de Minas. Chão roseano. Rosa mexendo-se silenciosamente. Minas
ainda há, Drummond. Minas é o avesso do meu sertão nordestino. Lá
disseca minha vida seca Graciliano. Cá no chão de Minas veredas de um
grande sertão Guimarães. Fabiano emigra e vai de encontro a Riobaldo.
Sinhá-Vitória conversa com Diadorim. O sertão vai virá São Francisco
que vai bater no meio do mar. Minas são gerais.
sábado, 10 de março de 2012
a noite de Monica
Marcelo
Mastroianni observa Monica Vitti beber uma taça de vinho em posição
nada convencional no filme "A noite" (La notte), de Michelangelo
Antonioni, 1961, o segundo da 'trilogia da incomunicabilidade',
precedido por "A aventura", e fechada com "O eclipse".
Mastroianni é um famoso escritor, Giovanni Pontano, casado com nada menos do que Jeanne Moreau, ou seja, Lídia, que tem consciência
de que a relação dos dois não anda nada bem, morrendo aos poucos, como o
crepúsculo que o título declinante do filme sugere.
Eis que a
bela Valentina, na pele sedosa de Monica Vittti, entra na vida do
escritor, como uma aparente aventura. Que nada! Em pouco tempo ela lhe
ensina muito mais do que saborear bebida contra a lei da gravidade:
conscientiza-lhe sobre as intempéries do amor, as dores da solidão, as
imperfeições humanas nos relacionamentos amorosos, teses que Giovanni
suponha ter tratado definitivamente em seus livros.
Monica
Vitti, hoje aos 81 anos e com Alzheimer, não aparece em público desde
1993, quando recebeu um prêmio em um festival na França.
sexta-feira, 9 de março de 2012
amor nunca é demais
Pedagogia: vem do grego, literalmente "condução da criança". Só acredito na pedagogia do afeto.
À propósito da manchete do jornal Correio Braziliense de hoje.
quinta-feira, 8 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
drive my car
O jornal Correio Braziliense, em sua página de crítica de cinema, dá cinco estrelinhas, algo como nota máxima, para o filme "Drive", do dinamarquês acampado em Hollywood, Nicolas Winding Refn. Realmente, dentro do gênero de "filmes de ação", ele se diferencia pelo tratamento narrativo. Há umas dosagens de neurônios na decupagem de alguns longos planos introspectivos, violência na medida certa (se é que isso faz sentido), montagem bem calculada que resulta densidade e tensão nas sequências. O prêmio de melhor direção no último Festival de Cannes despertou curiosidade pelo filme.
Mas, peraí! Classificar "Drive" com nota máxima, o que sugere uma obra-prima, é de fazer tremer de indignação "Cidadão Kane", de Orson Welles, e até mesmo "Taxi driver", de Scorcese, como pretenderam comparar em termos de atualização. E o filme, já no nascedouro, está carimbado como "cult". Só faltou ser capa da Veja como "o filme do ano". É muita empolgação midiática para um trabalho apenas correto dentro de um gênero que já se vulgarizou e se repete ad nauseam nos multiplexes.
Nicolas Winding Refn está longe de um cinema inquietante como o do seu compatriota Lars von Trier. O dogma dele é outro.
quinta-feira, 1 de março de 2012
"fuck"land
Certas atrizes com suas técnicas e damaísmo em filminho para inglês ver: Margaret Thatcher está perfeita interpretando Meryl Streep.
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