domingo, 10 de maio de 2015

sempre te vi, sempre te amei

“Escrever cartas para a mãe foi a forma que descobri de falar com o leitor, para facilitar o entendimento. Escrever carta para a mãe é o mínimo que cada um faz. Eu escrevo para minha mãe. Ora, todo mundo tem mãe – espero. Todo mundo tem filho. Todo mundo é mãe ou filho. Então, ou se identifica comigo porque é o filho escrevendo para a mãe ou então é o contrário”.

Assim definiu o cartunista, quadrinista, jornalista e escritor Henfil (1944-1988) sobre as crônicas que escreveu no período brabo de ditadura militar, publicadas em livros e jornais. Política, amor, cultura e amizade eram os assuntos pertinentes nos textos, sempre reflexivos e bem humorados, diretamente endereçados a sua mamãe, de quem ironicamente herdou a hemofilia, que o levou, assim como seu irmão, o sociólogo Betinho.

Pode-se dizer que essa série de cartas eram crônicas sobre o Brasil, ambientadas em tempos difíceis, mas cheias de esperanças, por isso, a mãe como primeira leitora e socorro.

Em 2000 Fernando Kinas e Marina Willer fizeram o documentário média-metragem Cartas da mãe, baseado em algumas das crônicas, com narração de Antonio Abujamra, disponível no Youtube.

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