domingo, 10 de maio de 2015

a mãe escondida

Li o romance A Mãe, de Máximo Gorki, nesse formato da foto, edição de livro de bolso. Cabia literalmente no bolso. 

Era década de 70, período brabo da ditadura Médici no Brasil, e eu, por não conseguir parar de ler, levava o livrinho encapado com papel pardo, e lendo com cuidado na rua, olhando pros lados.

Um autor russo era sinônimo de comunista, marxista, incluindo sua mãe também e toda família. Eu, adolescente e apaixonado por literatura, com um livrinho desse seria uma "ameaça", para a país. Mas cheguei ao final, com um mês e pouco de leitura escondida, até mesmo em casa, pois a "neura" fazia a gente se sentir vigiado como o personagem Winston Smith, de 1984, romance assustador e profético de George Orwell, publicado em 1948. 

A Mãe é um clássico escrito em 1907, sobre o desenvolvimento da individualidade da mulher proletária, forjada na luta revolucionária dos socialistas russo. Uma leitura que magnetiza pela atemporalidade e narrativa cativante.

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