quarta-feira, 20 de maio de 2015

é você que ama o passado

Não, não tem nada a ver com nosso rapaz latino americano. "Belchior", em bom português, é uma profissão, mercador de objetos velhos e usados, como bem explica o verbete do Dicionário Aurélio. Aquela pessoa que compra de tudo, que vende de tudo.

O senhor aí da foto é Joaquim da Cunha, que veio de sua terra natal em Portugal para viver em Porto Alegre, e montou essa casa de comércio, que existiu por 50 anos. Muito querido na capital gaúcha, "seu" Joaquim faleceu em 1995, aos 100 anos, e deixou muita saudade a uma vasta freguesia. Sua loja, que chegou a ser um local de curiosidade, vendia de soda cáustica a televisores, de veneno para ratos a pilhas para rádio, de moedas antigas a tinta para canetas... quem entrava lá encantava-se com tantas coisas empilhadas, instrumentos musicais, bússola, pregos antigos oxidados, sinos, leque, quadros, lampiões, louças, serrotes, câmeras fotográficas... 

Uns diziam que o ambiente abarrotado dos mais inusitados objetos, tinha odor de mofo, outros sentiam o aroma dos tempos idos.

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