quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

o brasileiro Dom Evaristo

Durante os anos de chumbo da ditadura militar, Cardeal Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Emérito de São Paulo, lutou contra o fim das torturas, o restabelecimento da democracia, a estabilidade da liberdade para os cidadãos.
Sua participação no movimento Tortura nunca mais e como um dos escritores do livro Brasil: nunca mais, ao lado do Rabino Henry Sobel e do Pastor presbiteriano Jaime Wright, gerado clandestinamente entre o final na década de 70 e meados de 80, colocam o religioso como um dos mais importantes nomes de reflexão e luta na história do Brasil naquele período turbulento.
Como bem observou o ator Adeilton Lima, a morte do Cardeal nesta quarta-feira, após um dia da triste lembrança de 48 anos do famigerado AI-5, e a aprovação da PEC 241 do fim do mundo, é bastante simbólica.
O Arcebispo estava internado desde o final do mês passado, e faleceu em decorrência de uma broncopneumonia, aos 95 anos. Mas os estilhaços da onda conservadora, retrógrada e canalha que invade o país, golpeia a democracia e escurece o futuro, atingem mortalmente um brasileiro como Dom Evaristo.

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