terça-feira, 7 de junho de 2016

para enfeitar a noite do meu bem

"Não me acorde. Estou cansada. Vou dormir até morrer!", disse brincando Adiléia Silva da Rocha à empregada, numa manhã cedo de 1959, depois de passar a noite bebendo, dançando e ouvindo canções numa boate no Rio de Janeiro.
Adiléia era nome verdadeiro da nossa eterna Dolores Duran, cantora e compositora de clássicos do samba-canção, como A noite do meu bem, gênero que se destacou a partir da década de 30.
No começo da noite daquele dia, a empregada foi acordar Dolores, pois a cantora teria shows. Encontrou a patroa morta, com o violão e uns rascunhos de novas canções ao lado. Com apenas 29 anos, Dolores Duran sofreu um infarto fulminante, provocado por dose excessiva de barbitúricos, cigarros e álcool. A cantora tinha precedente de outro infarto, três anos antes, mas continuou fumando e bebendo, tentando aliviar-se de fortes crises depressão, traumas de infância, e a falta de um amor verdadeiro pra chamar de seu.
Se Dolores não tivesse ido dormir até morrer, poderia estar hoje completando 86 anos.

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