terça-feira, 21 de junho de 2016

Jane Russell

Jane Russell tinha feito dez filmes quando sua carreira impulsionou em Os homens preferem as loiras (Gentlemen prefer blondes), embora tenha sido a "preterida" no título do filme, contracenando com a blonde Marilyn Monroe.
A comédia musical, dirigida por Howard Hawks em 1953, na verdade não coloca as atrizes nos papéis de duas coristas como inimigas, nem concorrentes que disputam a atenção dos homens pelo lusco-fusco da pele de uma em detrimento da pigmentação diáfana de outra.
As atuações de Russell e Monroe são pontuações de perfis dentro do enredo. Mesmo narrada em situações divertidas, com humor típico das comédias da época, o filme faz lá uma crítica sobre caráter, acerca de posturas desacertadas de uma sociedade que ludibria os valores humanos.
Enquanto a morena é atraída por homens de boa forma, atléticos, sem maiores exigências econômicas, a loira tem gosto declarado pelos diamantes, e consequentemente por homens que possam lhe favorecer os anseios de um casamento seguro.
Como a cartilha da cinematografia industrial hollywoodiana preceitua, tudo acaba bem, em “happy end” clássico: as duas tem suas reflexões, o discurso sobre a objetivação do ser humano, como mercadoria, produto, artigo, item, etc etc etc... emoldurado com a sequência final do duplo casamento, ambas com seus respectivos amados. Algo bobo no subtexto como “os homens preferem loiras e morenas”.
Acima, Jane Russell, que hoje faria 95 anos, fotografada aos 20 por George Hurrell, em ensaio promocional do seu primeiro filme, O proscrito (The outlaw), de Howard Hughes, 1943.

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