quinta-feira, 16 de junho de 2016

coração partido

foto Will McBride, Paris, 1964
A atriz austríaca Romy Schneider foi marcada por uma tempestade de problemas pessoais em seus 43 anos de vida.

Mãe dominadora que controlou sua carreira ainda adolescente, suicídio do primeiro marido, o diretor de teatro Harry Meyen, morte trágica do filho de 14 anos, um casamento atribulado com Alain Delon, sérias complicações de saúde com um tumor no rim...

Romy não gostava de ficar eternamente associada a personagem do filme Sissy, trilogia rodada entre 1955 e 1957, dirigida por Ernst Marischka, centrada na vida da imperatriz Elisabeth von Bayern. Para dar uma guinada radical e acabar com essa imagem de "filha boazinha" e "jovem princesa inocente", a atriz escandalizou com sua atuação em Senhoritas de uniforme (Mädchen in uniform), de Geza von Radvanyi, 1958, filme com ousadas cenas de lesbianismo para a época. Não adiantou muito.

Vários outros filmes lhe deram muito mais consistência como atriz, revelando sua grande capacidade dramática e sua beleza exuberante.

Glamour e reconhecimento não amenizaram as dores e adversidades de sua vida fora das telas. Semanas antes de morrer, Romy ligou para a mãe e se disse ”uma mulher acabada, isto com 43 anos".

Logo após a estreia do seu último filme, La passante du Sans-Souci, em 1982, a atriz foi encontrada morta pelo marido no apartamento em Paris. A mistura de álcool e medicamentos não tinha mais como lhe garantir a vida.

"Romy morreu de coração partido", diagnosticou o médico.

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