terça-feira, 17 de janeiro de 2017

o fiel operário

No dia 17 de janeiro de 1976, durante o governo Geisel, o operário metalúrgico Manoel Fiel Filho foi “suicidado” nos porões do DOI-Codi, três meses depois de encenarem o mesmo com o jornalista Vladimir Herzog, na onda de repressão violenta e desaparecimentos sumários do período obscurantista da ditadura militar no Brasil.
Apesar da “preocupação” do general de plantão na presidência da República, que afastou o comandante do II Exército, Ednardo D'Ávila Mello, a linha dura não perdeu o fôlego e logo estaria o general Erasmo Dias espalhando terror.

Muitas dessas informações e questionamentos estão no livro Manoel Fiel Filho: quem vai pagar por este crime?, do jornalista Carlos Alberto Luppi, corajosamente lançado em 1980, e uma das publicações que serviu de base na pesquisa para o documentário Perdão, Mister Fiel, de Jorge Oliveira, 2009, premiado no Festival de Brasília.
Na foto, dona Theresa de Lourdes Fiel, viúva.

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