segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

o encantador

Na madrugada de 15 de janeiro de 2012, um domingo, um mestre da cultura popular, Seu Teodoro Freire, partiu aos 91 anos com seu boi para outras festanças.
O maranhense chegou à recém-inaugurada Brasília em 1962 para trabalhar como contínuo na UnB. No ano seguinte criou o Centro de Tradições Populares na cidade-satélite Sobradinho, onde passou a morar. As apresentações do bumba-meu-boi tornaram-se sinônimo de Seu Teodoro por todo país.
Recorro a outro mestre, Manuel Bandeira, para parafrasear e celebrar a sua lembrança, sua ausência de cinco anos, sua presença por toda vida, e traduzir a minha ternura mais funda, mais cotidiana. Inventei, agora, por exemplo, o verbo “teadorar”, que no seu caso, é transitivo por sua beleza: teadoro, Teodoro.
foto Paulo Santos, publicada no ótimo livro O encantador, Seu Teodoro do Boi, de Eraldo Peres, 2007

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