terça-feira, 3 de janeiro de 2017

era uma vez



O cineasta Sergio Leone consagrou o que se denominou de “western spaghetti”, um gênero lançado nos anos 60 por vários diretores italianos. Os filmes eram rodados na Espanha, numa região desértica que lembrava o velho oeste americano.
De sua filmografia de 13 títulos, duas grandes obras cristalizaram sua genialidade e estilo, Era uma vez no Oeste (C'era una volta il West/Once upon a time in the West), 1969, e Era uma vez na América, (Once upon a time in America), 1984, onde reconstitui o estilo emblemático norte-americano em um épico ganguerista como nunca Hollywood ousou, em uma construção de roteiro e edição perfeitas em módulos narrativos de flashback.
Com esses dois filmes, Leone encerrou o que ele chamava de Trilogia da América, iniciada em 1966, com o ótimo Três homens em conflito (Il buono, il brutto, il cattivo/The good, the bad and the ugly).
Com seus heróis empoeirados, o italiano reinventa o Oeste em um gênero de relato sensorial, ao contrário do cinema operístico de John Ford e seus cowboys emoldurados no Monument Valley.
E mais: soube muito bem utilizar três grandes atores ícones de um mega cinema industrial, do star-system: Clint Eastwood, Henry Fonda e Robert De Niro.
Falecido em 1989, Leone faria hoje 88 anos. O cineasta não teve tempo para realizar o que seria mais uma grande obra, Era uma vez na Rússia, sobre a Revolução Bolchevique.

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