sábado, 12 de novembro de 2005

Woody Allen sem meios-termos


“Woody Allen é dessas personalidades que não permitem meio-termo. Ou se ama, ou se detesta. Cinéfilos de uma forma geral o amam cegamente. Ou, pelo menos, cegos o suficiente para não enxergar os defeitos e fraquezas de um ou outro filme do cineasta. Melhor o pior Woody do que o melhor blockbuster, dirão convictos. Por outro lado, aqueles que o detestam de verdade não são os consumidores de blockbusters, já que esses jamais o vêem, talvez nem saibam que existe. Os que o detestam mesmo são os cinéfilos não-woodyallenianos (sim, isso existe). Além de uma ou outra amiga da Mia Farrow.”


Assim o colunista Flávio Paranhos, do sítio www.revistabula.com, inicia a apresentação de uma entrevista com o cineasta americano, traduzida do espanhol www.elcultural.com. Allen está lançando o seu filme anual, “Match Point”, com a talentosa Scarlett Johansson no papel principal, que ficou conhecida a partir de “Encontros e desencontros” (Lost in translation), de Sofia Coppola, 2003.
Ele é um dos poucos diretores de cinema que recebeu o Prêmio Príncipe das Astúrias, há três anos. Conferido pela Fundação que traz o mesmo nome, sediada em Oviedo, na Espanha, o prêmio tem como objetivo contribuir para a promoção de valores científicos, culturais e humanísticos. Segundo os estatutos, é premiável a pessoa, grupo ou instituição de qualquer país cujo trabalho transponha fronteiras internacionais e tenha contribuído para o progresso e fraternidadade entre as nações. A filmografia de Woody Allen se inseriu nesses conceitos. Algumas personalidades que foram premiadas e me chegam à memória agora são Mandela, Gorbachov, Vargas Llosa, Paco De Lucia, Fernando Henrique Cardoso, Lula (em 2003)...



Woody Allen nesse novo filme troca a sua querida e tradicional Manhattan pela paisagem londrina. Segundo ele, “é uma história de duas pessoas ambiciosas, à procura de uma vida de luxo, mas que sucumbem a suas mais baixas paixões. São almas gêmeas, ainda que se neguem a reconhecê-lo em público. Evidentemente, isso só é possível numa sociedade baseada em castas, como é a britânica. Um pária é um pária, sobretudo em Londres.”



A entrevista completa está na revista virtual, produzida em Goiânia. Gostando ou não de Woody Allen, vale a pena conferir, principalmente pela crítica lúcida que Flávio Paranhos faz da obra do cineasta.

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