sábado, 26 de novembro de 2005

cada cabeça é um mundo



"A gente costuma pensar o cinema brasileiro como uma entidade monolítica. Não é. Ele é um bicho de muitas cabeças, um monstro mitológico, se quisermos assimilá-lo a um ser tangível. Ele quer ser 'roliúde', quer ganhar o Oscar, quer dar bilheteria, que nem Spielberg, quer ser global... A vocação do cinema brasileiro? Posso falar por mim. Quanto à vocação dessa entidade mitológica chamada cinema brasileiro, cada um que fale por si. E viva a diversidade! 'O prisioneiro da grade de ferro", 'Amarelo manga', 'O baile perfumado', 'O invasor', 'Cinema, aspirinas e urubus', 'Cidade Baixa', 'Edifício Master', 'Garotas do ABC', 'Bodas de papel'... São tantas vocações quantos sejam os cineastas: 'Estorvo', 'Carandiru', 'Xuxa' e os 'Trapalhões', 'Meu tio matou um cara', 'O auto da Compadecida', 'Sal de prata', 'Eu me lembro', 'Dois filhos de Francisco', 'Olga', 'Quase dois irmãos', 'Bicho de sete cabeças'... E cada cabeça é um mundo. Ou não é?"


EDGARD NAVARRO, cineasta baiano arretado, uma figura crível, admirável, que todos deveriam ter o prazer de conhecer, conversar, assistir seus filmes. É autor de um média-metragem que considero um clássico na cinematografia brasileira, “Superoutro” (1989), citado por Caetano Veloso e Gilberto Gil na música “Cinema Novo”, no disco “Tropicália 2”. Edgard concorre no 38º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com o seu primeiro longa, “Eu me lembro”, um filme que, como o próprio título sugere, de inspiração autobiográfica, misturando realidade e ficção.

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