quarta-feira, 2 de novembro de 2005

a imaginação de Fellini


“Acredito em tudo que me dizem. Adoro ouvir falar de coisas extraordinárias. Não há limites para minha capacidade de maravilhar-me. Não me sinto enfastiado para nada. Ao contrário, tomo cuidado para não entorpecer as possibilidades da imaginação. Quanto a organizar tudo isso, não é mais comigo. Meu mundo é confuso e mutável. Certamente não sou um gênio do pensamento. Reivindico o direito de contradizer-me.”

Federico Fellini (1920-1993), de quem acreditamos em tudo que disse no cinema, através da imaginação espalhada em quase trinta filmes. “Os boas-vidas” (I vitelloni), 1953, “A estrada da vida” (La strada), 1954, “As noites de Cabiria” (Lê notti di Cabiria), 1957, “A doce vida” (La dolce vita), 1959, “Fellini: oito e meio” (8 ½), 1963, “Julieta dos espíritos” (Giuletta degli spiriti), 1965, “Fellini – Satiricon” (Fellini – Satyricon), 1969, “Amarcord” (Amarcord), 1974, “Fellini – Casanova” (Casanova), “A cidade das mulheres” (La citta delle donne), 1980, “E la nave vá”, 1983, são alguns dos títulos que me lembro agora e que deixaram sem limites “a minha capacidade de maravilhar-me” com o cinema! É um dos poucos cineastas no mundo que tem um adjetivo, “felliniano”, para classificar mulheres de seios robustos, ou imagens coloridas e circenses, com rostos ao mesmo tempo grotescos e simpáticos.

Um comentário:

Claudia disse...

"Não há limites para minha capacidade de maravilhar-me." Essa frase de Fellini é mágica e transmite tanta esperança!