quinta-feira, 24 de novembro de 2005

cinema nos trilhos

foto André Fossati

A Fundação Vale do Rio Doce realiza um projeto interessante: é Cinema nos Trilhos, que tem como objetivo exibir produções cinematográficas de forma gratuita.

Depois de realizar duas sessões na cidade maranhense de Bacabeira, reunindo em dois dias projeção (domingo, 20, e segunda-feira, 21) mais de 4.000 mil pessoas, rendidas pela fantasia do cinema, a equipe de produção do projeto segue caminho, rumo a novas platéias.

As sessões, geralmente em praça pública, reúnem boa parte das comunidades, mesclando gente que nunca viu cinema na tela grande e outros que conhecem a sétima arte mas não têm facilidade de freqüentar salas de cinema. É justamente esse o espírito do projeto: facilitar e democratizar o acesso à arte e à cultura. E isso ganha ainda maior importância quando se constata que menos de 4 por cento das cidades brasileiras não têm salas de cinema. A Fundação está promovendo sessões em seis cidades localizadas ao longo da Estrada de Ferro Carajás, nos estados do Maranhão e Pará.

Antes de cada projeção é apresentado o vídeo da comunidade, resultado do trabalho da equipe que produz, grava, edita e exibe o registro em cada cidade onde o projeto acontece. Em seguida é exibido o curta-metragem “Portinholas”, baseado no livro homônimo de Ana Maria Machado, que reúne obras de Portinari. Feita em 35mm, animação foi realizada, há dois anos, por 150 alunos da rede pública municipal de Vitória (ES), através do Instituto Marlim Azul. Depois do curta, é exibido um longa, variando de sessão a sessão entre a animação “A Era do Gelo”, de Chris Wedge e a comédia romântica “Lisbela e o Prisioneiro”, de Guel Arraes.

Ontem a equipe esteve em Pindaré Mirim, hoje em Santa Inês, amanhã e depois, em Alto Alegre do Pindaré, e até o dia 2 de dezembro estarão nos distritos Auzilândia, Mineirinho, Acailândia e Marabá, no estado paraense.

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