sexta-feira, 8 de julho de 2016

o velho e as armas

Adeus às armas, de Ernest Hemingway, publicado em 1928, é um romance tipicamente autobiográfico, baseado nas experiências do autor, dez anos antes, quando esteve como motorista de ambulância na Primeira Guerra Mundial. Exatamente no dia 8 de julho de 1918, foi noticiado que o então jornalista Hemingway, com apenas 20 anos, fora ferido na frente austro-húngaro.

A Guerra estava no fim, e de volta aos Estados Unidos, Hemingway mergulhou decididamente na literatura. Mas o livro só saiu depois dos dois primeiros romances, As torrentes da primavera e O sol também se levanta.

Em Adeus às armas, que foi adaptado para o cinema em 1957 por Charles Vidor, Hemingway reconstitui suas memórias no front através dos personagens um tenente condutor de ambulâncias, um médico cirurgião, e uma enfermeira inglesa. Agnes Von Kurowsky, no livro Catherine Barkley, foi sua grande paixão nos campos de batalhas, e, de certa forma, quem o inspirou para escrever a história, tornando-a praticamente uma heroína.

Hemingway gostava de enfrentar trincheiras. Durante a Guerra Civil Espanhola, década de 30, foi para Madrid trabalhar como correspondente, experiência que resultou na obra-prima Por quem os sinos dobram, também levada ao cinema por Sam Wood, em 1943. Logo após a Segunda Guerra Mundial, mudou-se para Cuba.

A literatura de Ernest Hemingway é toda baseada em vivências pessoais, amores, família, amigos. O suicídio é um tema recorrente em algumas publicações, em cartas. E, infelizmente, com uma arma deu seu adeus.

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