segunda-feira, 4 de julho de 2016

confissões de uma deusa

Ava Gardner é considerada uma deusa do cinema, com mais de 60 filmes, entre eles o mais emblemático para o atributo, Vênus, a deusa do amor (One touch of Venus), de William Seiter, 1948.

Nas décadas de 40 e 50, quando as loiras dominavam o título de símbolo sexual nas telas, a bela morena de vinte e poucos anos de Carolina do Norte veio com tudo, impondo-se como atriz de personalidade forte e própria para papeis dramáticos, além de se destacar como o mais belo rosto do cinema à época.


A vida pessoal de Ava Gardner se confundia muito com seus personagens, principalmente nos casamentos conturbados com o ator Mickey Rooney, o clarinetista de jazz Art Shaw e o cantor Frank Sinatra.

Em 2013 foi lançado o livro de memórias Ava Gadner: conversas Secretas, que como o próprio título diz, são longos relatos da vida íntima da atriz ao jornalista Peter Evans. Ava não chegou a concluir o que ela chamava de confissões: faleceu em 1990, aos 67 anos, paralítica, em consequência de um derrame cerebral, já abatida por um enfisema adquirido pelo abuso de álcool e cigarro durante o estrelato em Hollywood.

O texto é de uma precisão impressionante nos relatos. A atriz conta sua história sem culpas, sem contrições e autocomiseração, e, praticamente “entrega” personalidades de caráter ambíguo e controverso, como o aviador bilionário Howard Hughes, com quem teve um relacionamento por dez anos e tinha sucessivas discussões, acusando-o de racista.

Para lançar o livro tão tardiamente, o biógrafo preferiu amadurecer a proposta do trabalho de pesquisa, revendo, analisando e constatando o teor do conteúdo das conversas que teve com a atriz.

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