terça-feira, 17 de maio de 2016

um filme único

Em 17 de maio de 1931 foi projetado pela primeira vez o primeiro e único filme de Mário Peixoto, Limite, no Cinema Capitólio, em sessão organizada pelo Chaplin Club, um cineclube criado por cinéfilos no Rio Janeiro.
O que seria apenas uma exibição de um filme esquisito dirigido por um cineasta de poucas palavras, ganhou notoriedade, provocou debates, estimulou estudos sobre a novata sétima arte, influenciou cineastas pelo mundo. É um marco no cinema brasileiro. Nunca teve uma distribuição comercial. Ao longo dos anos, foi exibido em mostras, aberturas de festivais, e há promessa de lançamento em blu-ray.
Em 2008, o cineasta Martin Scorsese, um entusiasta da obra brasileira, promoveu através de sua ONG World Cinema Foundation, a restauração da película, em cópia 35mm.
Limite é o que se chama de cinema puro. Está no mesmo nível de O encouraçado Potemkin, de Serguei Eisenstein, e outros filmes seminais. Os enquadramentos, os movimentos de câmera, a fotografia preto-e-branco, a montagem, os conflitos e a dissecação da alma dos personagens... O cinema comprometido com uma arte que nascia.

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