terça-feira, 10 de maio de 2016

fogo medieval

Thomas Mann, Heinrich Mann, Walter Benjamin, Bertold Brecht, Lion Robert Musil, Erich Maria Remarque, Joseph Roth, Sigmund Freud, Albert Einstein, Karl Marx, Heinrich Heine, Ricarda Huch… esses foram alguns dos escritores que tiverem seus livros queimados de 10 de maio a 21 de junho do ano de 1933, em várias praças públicas de várias cidades alemães, a mando da besta fera Adolf Hitler, que acabara de chegar ao poder.
Tudo que fosse crítico ou desviasse do pensamento imposto pelo infame regime nazista foi destruído. Em alemão esse período foi denominado “Bücherverbrennung”, literalmente “queima de livros”.
Nobel de Literatura em 1929, Thomas Mann, que já tinha escrito obras magníficas como Os Buddenbrooks, Morte em Veneza, A Montanha Mágica, foi embora para a Suíça, e de lá para os Estados Unidos. Mas logo foi perseguido pelo mccarthismo, e retornou à uma cidade próxima de Zurique, em 1952, onde ficou até falecer, três anos depois.
Histórias como essas de Mann, aconteceram com vários outros intelectuais que sofreram as agruras do regime dantesco e foram banidos de sua pátria.
Não há nenhuma relação direta manifestada, mas o romance distópico de ficção científica de Ray Bradbury, Fahrenheit 451, publicado em 1953, e levado ao cinema por François Truffaut em 1966, trata de um tema análogo a uma América hedonista e anti-intelectual que perdeu totalmente o controle, e todos os livros são queimados e o pensamento crítico suprimido.
(Recuso-me a sujar minha página com fotos de nazistas e outras aberrações queimando livros. Ilustro com a imagem do Memorial no chão de uma das praças, em Frankfurt).

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