terça-feira, 31 de maio de 2016

à margem da imagem

“Fotojornalismo não existe mais. Muita foto de arte, muito Photoshop. É tudo decoração. Não há mais tempo para elaborar um bom trabalho”
Desabafo da fotógrafa norte-americana Mary Ellen Mark em 2013, que faleceu em maio do ano passado, aos 75 anos.
O trabalho de Ellen, declaradamente influenciado pelo perfil estético de Cartier-Bresson, é um mergulho profundo nos seres humanos à margem de tudo: os artistas de circos mambembes, os homeless, os internados em hospitais psiquiátricos, as pessoas não visíveis, os outsiders, algumas incômodas pelo bizarro.
Mary foi uma apaixonada por cinema e fez still de muitos filmes, como alguns de seu amigo Federico Fellini.
Acima, imigrantes turcos, Istambul, Turquia, 1965.

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