sexta-feira, 27 de maio de 2016

o Messias

A doce vida (La dolce vida), de Federico Fellini, 1962, é todo cheio de cenas emblemáticas, como a abertura, com a sequência da estátua do Cristo sobrevoando Roma, não por milagre, mas transportado por um helicóptero, dentro do qual estão os repórteres sensacionalistas e um fotógrafo paparazzi - termo que acabou sendo incluído no vocabulário mundial.
Começo dos anos 60 e a Itália mergulhava em um otimismo desvairado. Acabara a guerra e ninguém queria mais saber do cinema neorealista - do qual o próprio Fellini havia emergido, simplesmente porque não se desejava recordar a violência, a miséria, a humilhação.
A vida era bela. Achava-se.

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