quinta-feira, 28 de abril de 2016

sonhando com Eva

A bela Eva Green, atriz que ganhou projeção em seu primeiro filme, Os sonhadores (The dreamers/Innocents), de Bernardo Betolucci, 2003, a quem se refere com a graça de sonhador, “é tão linda que chega a ser indecente”...
O cineasta sabe que a beleza da atriz francesa com sua pele de neve, cabelos escuros, corpo esguio e olhos verdes hipnóticos, traz um talento raro, comprovado em sua atuação como a intrigante e sensual Isabelle, a jovem envolvida na trama ambientada durante revolução estudantil, numa Paris agitada de 1968, e na relação com americano Mattews. Ficou na memória a sequência dos dois e o irmão gêmeo dela, nus na banheira vitoriana de um apartamento.

O ótimo filme do mestre Bertolucci, adaptado de um romance do escocês Gilbert Adair, escrito em 1988, não somente capta o espírito libertário dos anos 60, como homenageia o próprio cinema, colocando seus personagens como cinéfilos, analogicamente emaranhados em uma série de jogos psicológicos e sexuais envolvendo temáticas da sétima arte.
Eva Green, filha da também atriz Marlène Jorbet, logo alcançou reconhecimento internacional e foi indicada para interpretar Vesper Lynd em Cassino Royale, refilmagem de 2006, contracenando com David Graig, da franquia James Bond. A personagem não é apenas uma bond-girl. Criada por Ian Fleming para o filme original, de 1953, ela é uma agente da inteligência polonesa e britânica, com sua lealdade dividida ao meio. O próprio nome é um trocadilho referente à Guerra Fria: Berlim Ocidental>West Berlin>VesperLynd.
Eva Green, talento e beleza em personagens de todos os lados.

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