terça-feira, 26 de abril de 2016

o último exilado



Quando Paris estava ocupada pelos nazistas, em 1940, um oficial alemão, olhando uma fotografia do painel Guernica, perguntou a Pablo Picasso se fora ele quem tinha feito aquilo. O pintor, então, teria respondido: "Não, foram vocês!".
Pintada a óleo em 1937, o quadro reproduz o bombardeio sofrido pela cidade de Guernica, em 26 de abril daquele ano, pela aviação nazista que apoiava o fascista ditador Francisco Franco, durante a Guerra Civil Espanhola.
Logo após a Segunda Guerra, o quadro foi transferido para o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, e pelo que se sabe, Picasso só autorizou a volta à Espanha quando as liberdades democráticas fossem restabelecidas.
Com a morte de Franco em 1975 e a posse do Rei Juan Carlos I, iniciou-se o processo de retorno do mural, o que só ocorreu em 1981, oito anos depois de Picasso falecer na França.
Exposto no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madrid, os espanhóis costumam dizer que a chegada do quadro foi o retorno do último exilado.

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