quinta-feira, 6 de julho de 2017

eu canto em português

"Não tem pátria um povo que não canta em sua língua", dizia o grande compositor Alberto Nepomuceno, que hoje completaria 153 anos de nascimento.
O maestro cearense defendia o uso do português no bel-canto. No final do século 19 fez um concerto inteiro de canções de câmara em português, no Rio de Janeiro, incomodando os críticos que consideravam o nosso idioma grosseiro e inadequado para a música lírica.

Em 2014, por ocasião do seus 150 anos, Nepomuceno recebeu algumas homenagens. Merecia e merece muito mais. Pelo menos, os lançamentos de livros, as palestras, os recitais, os CDs lançados com regravações, têm o mérito de não deixar um compositor de tamanha importância cair no esquecimento de verbetes em enciclopédias.
Um desses discos é o ótimo Luz e névoa, com a pianista Gisele Pires-Mota e o tenor André Vidal. O canção-título teve sua estreia em 1915, no então Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro, com a interpretação de Marietta Campelo e o autor Alberto Nepomuceno ao piano, que aplaudiriam a beleza de homenagem de Gizele e Vidal.
Luzes sobre a névoa da memória.

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