domingo, 12 de fevereiro de 2017

depois daquele conto

O escritor argentino Julio Cortázar dizia que o conto é como fotografia, o romance como cinema. O cineasta Michelangelo Antonioni o contradisse quando filmou, em 1966, Blow-up - Depois daquele beijo, adaptado de um dos seus mais curtos textos, As babas do diabo.
Vários outros cineastas fizeram o mesmo, com vários contos de narrativas psicológicas, surrealistas, como Jean-Luc Godard, Luigi Comencini, Diego Sabanés, Guilherme de Almeida Prado, Laura Papa, Roberto Gervitz, Manuel Antin, Jana Bokova, Sergio Bianchi, Claude Chabrol, Nina Grosse... A lista é longa, dá um romance.
Cortázar, que foi muito e merecidamente festejado em 2014, por ocasião do centenário de nascimento, faleceu numa tarde de 12 de fevereiro de 84, de *leucemia, solitário e deprimido pela morte da esposa, a fotógrafa e escritora Carol Dunlop, dois anos antes.
* A jornalista e escritora argentina Cristina Peri Rossi levantou a tese que o escritor morrera de AIDS. Em entrevista ao jornal O Clarín em 2014, Rossi, depois de vários anos de pesquisa, afirmou que Cortázar fora infectado em uma transfusão de sangue devido a uma hemorragia estomacal, no sul da França, em 1981. A esposa morrera contaminada por ele.

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