terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

branco sai, preto fica



A suspeitável Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e seus efeitos especiais hollywoodianos não seguraria o gostinho em atrapalhar a própria festa a seu favor, na falsa postura de benemerente.
Em uma noite com fortes concorrentes de filmes estrelados por negros, os brancos suínos da Academia, preconceituosos, racistas e mercantilistas, estavam inquietos na pocilga da moral deles.
Sem tirar as qualidades do musical La La Land, que homenageia o mais icônico gênero do cinema norte-americano, ao lado do western, um filme com todo elenco negro e temática com abordagem gay como o elegante Moonlight, não levaria a estatueta assim tão fácil. Tinham que tirar o impacto do anúncio, esfriar a euforia, diminuir o entusiasmo dos vencedores subindo ao palco, e fazer a entrega do prêmio um gesto protocolar, apenas.
Por mais que se esforce em aparentar boazinha, é da natureza da cobra o próprio veneno que mata.
O topete com Grecin 5 biocolor da Era Trump já deu o ar de sua desgraça no tapete vermelho do Oscar.

Nenhum comentário: