sábado, 14 de fevereiro de 2015

saudoso Adoniran

Quando anunciaram a realização do filme, Dá licença de contar, sobre Adoniran Barbosa, de imediato pensei que se tratasse de um longa, e com roteiro baseado em uma das biografias que foram lançadas sobre o grande sambista de Sampa.

Apesar de ter o mesmo título do livro do jornalista e pesquisador musical Ayrton Mugnaini Jr, Adoniran: dá licença de contar, o roteiro do diretor Pedro Serrano, feito para curta-metragem, se desenvolve a partir de eventos relatados nas letras do sambista paulistano, que são encenados e interligados numa única narrativa. 

A biografia, de 2002, ampliada e reeditada ano passado, esmiúça cronologicamente a trajetória do músico, suas travessuras na adolescência, o começo de carreira no rádio nos anos 1930, a inspiração dos "causos" que serviram de inspiração para suas canções.
O filme, recentemente finalizado, tem um outro olhar ao recriar o que dizem as letras, cheias de imagens que remetem a tempos e lugares vividos por esse chapliano sambista. 

A escolha de Paulo Miklos para o viver Adoniran foi acertadíssima. O titã se revelou um grande ator em 2001, no filme O invasor, de Beto Brant, e ganhou o Candango de melhor ator, no Festival de Brasília, por sua atuação em É proibido fumar, de Anna Muylaert, em 2009. Miklos, junto com os demais titãs, tinha feito uma pequena participação em Areias escaldantes, uma espécie de musical gordadiano, de Francisco de Paula, rodado e esquecido em 1985. Voltou às telas em papeis secundários em mais dois filmes, Boleiros 2 - Vencedores e vencidos, de Ugo Giorgetti, 2006, e Estômago, de Marcos Jorge, 2007. Sempre brilhando. Paulo Miklos, é um ator nato, tem carisma e segurança em seus personagens.

Adorinan, dá lhe licença de lhe contar, o senhor está muito bem representado por esse moço.

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