sábado, 21 de janeiro de 2006

o olhar dos críticos cariocas

"Ninguém pode saber" (Dare mo shinarai), de Hirokazu Kore-eda, Japão, 2004


Como faz tradicionalmente há duas décadas, a Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ) elegeu os 10 melhores filmes entre as centenas de títulos lançados comercialmente no Rio em 2005. De 24 de janeiro a 5 de fevereiro, o público carioca terá a chance de ver ou rever essas preciosidades na mostra “Melhores do Ano – ACCRJ”, que acontece na sala de cinema do CCBB-Rio. A mostra, que tem o Centro Cultural Banco do Brasil pelo segundo ano como patrocinador e realizador, promete repetir o sucesso da primeira edição, com salas completamente lotadas e senhas esgotadas com antecedência.

Ao longo de duas semanas, o espectador poderá conferir dez produções cinematográficas eleitas pelos críticos da ACCRJ. Muitas delas, lançadas com poucas cópias, não ficaram em cartaz tempo suficiente para que atingissem o público merecido. Dentre esses filmes, está a obra-prima "Ninguém pode saber" (Dare mo shinarai), produção japonesa do cineasta Hirokazu Kore-Eda, eleito pela Associação o melhor filme de 2005. Da produção européia foram selecionados os filmes "Bom dia, noite" (Buongiorno, notte), do italiano Marco Bellochio, e o português "Um filme falado", de Manoel de Oliveira. O cinema americano está representado pelos filmes "Menina de ouro" (Million dollar baby), de Clint Eastwood, a animação "A noiva cadáver" (Corpse bride) e o fantasioso "A fantástica fábrica de chocolate" (Charlie and the chocolate factory), ambos de Tim Burton. Juntando-se a lista, estão dois cineastas que sabem misturar como ninguém violência, polêmica e ótimas imagens: o sul-coreano Chan-wook Park, com "Old Boy", e o canadense David Cronenberg, com "Marcas da violência" (A history of violence). Dois filmes nacionais estão entre os 10 melhores de 2005: "Cidade Baixa", de Sérgio Machado, e "Cinema, aspirinas e urubus", de Marcelo Gomes, cineastas estreantes em longas de ficção.


Para refletir sobre a temática dos filmes selecionados, algumas sessões são seguidas de debates com críticos e convidados. O deputado federal Fernando Gabeira, os cineastas Domingos Oliveira, Sérgio Machado e Allan Sieber, além do escritor Sergio Sant´Anna e o psicanalista Luiz Fernando Gallego, dividirão a mesa debatedora com alguns dos críticos da ACCRJ, como Marcelo Janot, Rodrigo Fonseca, Alexandre Werneck, Carlos Alberto Mattos, Daniel Schenker Wajnberg, João Luiz Vieira, Hugo Sukman, Marcelo Moutinho, Leonardo Ferreira, João Marcelo Mattos, Mario Abbade, Gilberto Silva Junior e Tony Tramell.

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