domingo, 29 de janeiro de 2006

"arte contemporânea"

foto Poldo

"A maioria dos artistas chamados de 'contemporâneos' caiu na armadilha que eles mesmos prepararam. Claro que alguns estão faturando bem os paradoxos. Há uma série de falácias em torno de certa arte em nossos dias. Primeiro, que tudo é arte, que todos são artistas. Segundo: não-arte e/ou antiarte é igual a arte. Terceiro: negar a aura do museu e da galeria para entrar no museu e na galeria. Quarto: achar que só existe arte onde há transgressão e que transgressão por si mesma é arte. Quinto: dizer que a cópia é igual ou melhor que o original, que o original é descobrir uma coisa nova para copiar. Sexto: o efeito, o escândalo, a notícia sobre a obra é mais importante que a obra. Sétimo: a obra tem que causar 'mal-estar'."


Trecho da crônica de Affonso Romano de Sant'anna, no Correio Braziliense de hoje, a propósito da polêmica causada pelo artista plástico cearense Yuri Firmeza, que pregou uma peça no Centro Dragão do Mar, em Fortaleza, fazendo-se passar por um artista japonês, anunciando uma exposição que não aconteceu, inventando entrevistas, currículo, considerações teóricas, etc etc etc.

Nas observações do cronista sobre "arte contemporânea" dá muito bem para incluir o cinema. Há muitos "yuris" nos pregando peças com filmes que "acontecem"...

Um comentário:

maisa disse...

Olá, Nirton!
Você tem como me mandar essa página do jornal? Perguntinha estranha essa, né? Mas é que tô colecionando o que saiu sobre o tema e penso que aqui é mais difícil de conseguir o jornal. Aguardo uma resposta sua.
Beijos