sexta-feira, 24 de julho de 2015

nas escavações do rock

Assistir a um show de Sérgio Augusto Bustamante, esse senhor de 81 anos de loucuras e acordes dissonantes, mais conhecido como Serguei, é sempre um show, na melhor tradução da palavra.

Lembro-me de uma paleontóloga apresentação dessa lenda viva do rock brasileiro, há uns cinco anos, na cidade-satélite Taguatinga, aqui já colada de Brasília por prédios e linha do metrô. Em um pub reciclado a partir de um galpão, o local de apresentação foi apropriadíssimo para as escavações e exibição do pansexual Serguei.

A figura é uma figura. Só vendo. E ouvindo. Mesmo que a voz rouca não seja mais essas rouquidões todas. Serguei foi reverenciado, apalpado, beijado, por um seleto e eufórico grupo de fãs, como se fosse um Mick Jagger descamisado de Iggy Pop. A postura outsider cada vez mais reincidente.

Entre os covers de sua set list, Summertime, clássico eternizado pela versão blues de Janis Joplin, com quem ele assegura ter rolado sexo, drogas e rock and roll – não necessariamente nessa desordem. Ou sim.

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