segunda-feira, 16 de março de 2015

bacana!

A obra do pintor francês William-Adolphe Bouguereau, do século 19, era centrada em temas mitológicos, alegóricos, históricos, religiosos. O quadro acima, O jovem Baco e seus seguidores, reproduz como ele imaginava os rituais em homenagem a Baco, ou Dionísio, deus do vinho, dos grãos, da fertilidade e da alegria. 

Em um dia do mês de março, a turma saltitante e embriagada invadia as ruas de Roma, soltando gritos estridentes, sensualizando e atraindo adeptos do sexo oposto, ou igual, causando desordens e escândalos. É o que hoje conhecemos como bacanal, ou mais corretamente no feminino, as bacanais.

Esse culto da pesada foi bem anterior a Cristo, uns quatro séculos. A coisa cresceu tanto, (ôpa!), digo, os rituais tomaram uma proporção tamanha, com a vulgaridade, cenas grotescas, e até crimes e conspiração política nas "haves" madrugada a dentro, que o Senado romano promulgou um decreto proibindo as bacanais em toda a Itália, exceto em alguns casos especiais que deveriam ser analisados e aprovados pelos senhores senadores... pasmem! Não tem jeito, não. A sacanagem tem raízes profundas.

Em tempo: "bacana" é uma forma sincopada de "bacanagem", derivado do rapazinho Baco...etc etc etc.

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