domingo, 1 de julho de 2018

o poderoso Brando

Em 1973, Marlon Brando foi indicado ao Oscar de Melhor Ator, por seu magnífico trabalho em O poderoso chefão (The godfather), de Francis Ford Coppola. Ganhou, era o favorito, apesar dos fortes concorrentes, Laurence Olivier, Michael Caine, Peter O’Toole, Paul Winfield.
Como foi muito divulgado à época, o poderoso Brando recusou o prêmio. Não compareceu à cerimônia, enviou em seu lugar a atriz Sacheen Littlefeather, que, caracterizada de índia, subiu ao palco e fez um discurso em protesto pelo modo como os Estados Unidos discriminavam os nativos do país. Imaginem se hoje ele pega o topete de Trump pelo caminho...
Brando estava com uma desconfortável imagem em Hollywood naquele período da premiação, por suas posições políticas, mas em nada alterou sua aura mítica. Continuou brilhando com seu talento em filmes nas décadas seguintes, mesmo em participações menores. O grande destaque foi a atuação em Apocalipse Now, também de Coppola, em 1978.
Nos anos 80 o ator se afasta dos holofotes e passa a morar em uma ilha na Polinésia. Recluso, enfrenta problemas financeiros, o julgamento do filho por assassinato do namorado da irmã, que, deprimida, se suicidou em 1995.
12 anos hoje que ele se foi, aos 80. Suas cinzas estão espalhadas no Taiti e Deserto de Mojave, EUA.
Uma curiosidade: na foto, cena do clássico de Coppola, a gatinha acariciada por Don Vito Corleone, vivia rodando pelo set, dormia por lá, assistia às filmagens, miava às vezes no meio de uma gravação... Marlon Brando um dia pega a bichana e a coloca em cena, sob o olhar abonador do diretor. Mais uma apadrinhada.

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