segunda-feira, 9 de julho de 2018

o cinema de Vinicius

O cinema é infinito - não se mede.
Não tem passado nem futuro. Cada
Imagem só existe interligada
À que a antecedeu e à que a sucede.

Trecho do poema Tríptico na morte de Sergei Mikhailovitch Eisenstein, de Vinícius de Moraes, 1948. Um apaixonado pelo cinema, pelas mulheres, pela poesia, pela vida. Não necessariamente nessa ordem.
Em 2015 foi relançado o ótimo e volumoso O cinema de meus olhos, originalmente de 1991, com textos que o poeta escreveu a partir da década de 40, quando serviu no Consulado do Brasil em Los Angeles, e conviveu com nomes famosos como Orson Welles.
Na foto, Vinicius em Ouro Preto, 1952, quando visitou, fotografou e filmou, com seus primos Humberto e José Franceschi, as cidades mineiras que compõem o roteiro do Aleijadinho, para a realização de um filme sobre a vida do escultor que lhe fora encomendado pelo diretor Alberto Cavalcanti. O projeto não foi concretizado.
38 anos hoje sem nosso poeta cineasta.

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