quarta-feira, 1 de março de 2017

fonte das águas

"É o fundo do poço, é o fim do caminho / no rosto um desgosto, é um pouco sozinho..."
- Tom Jobim, em Águas de março, gravada inicialmente em 1972, no compacto simples Disco de Bolso, um projeto d’O Pasquim (de um lado, o Tom de Jobim, no outro, O Tal de João Bosco, com Agnus Dei), e no disco Matita Perê, que o autor lançou um ano depois.
Em 1974 a canção ficou mais conhecida com a gravação no LP Elis & Tom.
No ótimo livro Tons sobre Tom, de Marcia Cezimbra, Tessy Callado e Tarik de Souza, resultado de 12 horas de entrevista com o maestro em 1995, revela como foi composta essa obra-prima, inspirada depois de um dia cansativo de Tom preparando o repertório de Matita Perê.
Isolado no sítio do Poço Fundo, em São José do Vale do Rio Preto, região serrana do Rio de Janeiro, o compositor comentou com Thereza, sua então esposa, depois de uma caminhada pelo mato: “é pau, é pedra, é o fim do caminho"... e a letra começou a ser rascunhada num papel pardo de embrulho que estava à mão do autor.
Na foto abaixo, de Oswaldo Jurno, Elis Regina e o maestro soberano durante entrevista coletiva para falar do disco e show no Teatro Bandeirantes.

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