quarta-feira, 8 de março de 2017

duas mulheres

foto Maira Sales
Mona Gadelha, cantora, compositora, poeta, jornalista. A história do rock, do blues e das canções cearenses não passa por ela: está nela. Nos anos 70, 80, as emoções perigosas de quem fazia música na contramão dos bons costumes do lugar, tinham em Mona a postura e o comportamento feminino de quem pinta com talento e ousadia a cor do sonho que a música nos traz.
Patti Smith, cantora, compositora, poeta, escritora. Com seu disco de estreia, Horses, 1975, que Mona segura nas mãos e no coração, deu largada ao movimento punk com o canto feminino, a postura da mulher no comportamento do rock, o intelecto das canções nos movimentos políticos. Suas letras contestam, discordam, avançam na via contrária das setas estabelecidas.
Mona amadure a cada um dos seus sete discos desde quando gravou uma das faixas do Massafeira, 1979. O seu cd Cidade Blues Rock nas Ruas, 2013, é tradução de uma artista presente, de uma cantora que atualiza as emoções, como na faixa “James Dean”, dedicada a juventude que ama com causa.
Patti Smith, em seu disco de 2012, Banga, mostra a contemporaneidade, a simetria que se conecta com o novo, como na faixa This is the girl, composta para outra beleza rara, Amy Winehouse.
Mona Smith, Patti Gadelha: tudo a ver, tudo a cantar, tudo a ouvir.

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