quinta-feira, 27 de outubro de 2016

a palavra precisa

Graciliano Ramos dizia que "a palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso, a palavra foi feita para dizer". E a precisão da obra do grande escritor alagoano é definição desse pensamento.
Graciliano está para a prosa assim como João Cabral de Melo Neto está para a poesia. A síntese da palavra, a palavra certa na síntese, é o ouro verdadeiro que brilha em seus livros. A secura de sua literatura não é aridez, é concisão, é métrica em diálogos, é a dissecação dos sentimentos dos personagens e desenho definido dos conflitos, sem rodeios, a fundo. Graciliano é um minimalista do sertão, se destitui de excessos para fixar no âmago. Por isso sua palavra diz.
Hoje ele faria 124 anos. Precisamente.

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