segunda-feira, 1 de agosto de 2016

oitavo

Caesar Octavianus Augustus, fundador do Império Romano, não curtia muito que o sexto mês fosse sexto no calendário de Rômulo (aquele que fazia duplinha nas tetas de Roma), e como todo mandatário que se acha, mexeu na sequência e cunhou o período de 31 anos dias como o oitavo no calendário Gregoriano: o que se chamava Sextilis virou Augustus>Agosto.

A crença popular sobrecarrega o coitado do mês como o dos infortúnios, provavelmente pelas coincidências ao longo da História. Na antiguidade, acontecia sempre o final dos invernos rígidos, muitos morriam ainda pelo resto de frio brabo, de doenças infectuosas sem vacina, crianças e velhos não resistiam. As cadelas no meio rural tinham seu sistema hormonal alterado pelos raios solares que voltavam fortes depois das chuvas, entravam em disparada no cio, os cães excitados brigavam pelas mais sedentas, babavam literalmente pelas fêmeas, a saliva transmitia doenças, e os camponeses os chamavam de loucos naquele mês.

Agosto é oito. Oito é o símbolo do infinito, os traços dos dias, do tempo em contínua ligação. Há uma teoria que o desenho do número ali deitadinho lembra a tal serpente que na mitologia grega devorava a própria cauda, e não se sabia mais o começo e o fim da dita cuja. Os caras lá das antigas em Atenas deram-lhe o nome de Ouroboros, que significa que sempre existem coisas sendo recriadas no universo, eternamente.

Crença por crença, imprima-se o oito. Seja bem-vindo, Agosto. Multiplique-se, ad eternum.

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