segunda-feira, 22 de agosto de 2016

o assovio de Thielemans

foto Henryk Marian Malesa

O grande gaitista belga de jazz Toots Thielemans tinha uma forte proximidade com música brasileira, mais precisamente a Bossa Nova, gravando com Astrud Giberto, Oscar Castro Neves...

Aquarela do Brasil, seu disco com Elis Regina, de 1969, foi o começo de sua paixão, e de tanto ouvir e acompanhar cantores e compositores em shows, lançou nos anos 90 os discos temáticos The Brazil Project, em dois volumes, com canções de Tom Jobim, Dori Caymmi, Ivan Lins, Caetano Veloso, Sivuca, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Luis Bonfá, Djavan...

Compôs trilhas para o cinema que hoje estão na nossa memória afetiva: Perdidos na noite (Midnight cowboy), John Schlesinger, 1969, com Henri Mancini em Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's), 1961, Jean de Florette, de Claude Berri, 1986... Misturava suas doces melodias com harmônica, guitarra e, uma de suas habilidades marcantes, assovio – de onde tirou o prenome Toots.

O talento de Thielemans seguia gerações e gêneros, gravando e em alguns participando da banda, de Charles Parker, Benny Goodman, Miles Davis, Ella Fitzgerald, Frank Sinatra, Ray Charles, Oscar Peterson, Johnny Mathis, Quincy Jones, Bill Evans a Paul Simon, Billy Joel, Nick Cave...


O músico faleceu hoje enquanto dormia, aos 94 anos. A música continua. Basta ouvir, por exemplo, Bluesette, seu clássico de 1962.

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