terça-feira, 15 de setembro de 2015

Festival de Brasília


Começa hoje o 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Em cartaz filmes inéditos, longas, curtas, ficção, documentário... a tela do tradicional Cine Brasília... sem horário de verão, com baixa umidade de setembro... 

Equipes enormes de curtas no palco, diretor que não veio e é representado pela montadora, discursos e agradecimentos intermináveis no palco, discursos rapidinhos "espero-que-gostem-do-filme", reclamações, polêmicas, aplausos, vaias, atores de filmes que estão em novelas e os holofotes das TVs correndo atrás junto com os caçadores de autógrafos com seus iPhones pra pegar uma foto, plateia de todos as tribos, das roupinhas de grifes às tatuagens descoladas, muvucas laterais nas barraquinhas high tech com cervejas long neck e sanduíches com preços abusivos, pegações, reencontros, "ficantes", gente linda, gente chata, desesperados atrás de convites pra festas com DJs da hora, entra-e-sai no hall do hotel, convidados exibindo credencial como se fosse medalha, convidado reclamando que não recebeu credencial, salão do café da manhã lotado com cineastas consagrados e curtas-metragistas desconhecidos estreando o seu décimo filme digital, seminários sobre o futuro do cinema brasileiro, oficinas com quem sabe ministrar oficinas, workshop que é a mesma coisa de oficina ministrado por quem não sabe nem de uma coisa nem de outra, perfomances sem-ver-nem-pra-quê, debates que começam atrasados porque os participantes ainda estão no café, homenageados sem nenhum motivo, homenageados tardiamente, premiações injustas, premiações certíssimas...

O Festival de Brasília é histórico e histérico.

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