quinta-feira, 3 de setembro de 2015

a felicidade não se compra

Frank Capra é um cineasta de filmes otimistas. Acreditava na democracia americana, principalmente nos anos difíceis da depressão econômica decorrente da crise de 1929. Seus principais trabalhos refletem bem a política “New Deal” do presidente Franklin D. Roosevelt.

Nascido na Itália, chegou aos Estados Unidos aos seis anos de idade. E pode-se dizer que desde sua estreia no cinema, como roteirista para pequenas histórias de O Gordo e o Magro até os últimos trabalhos na década de 60, consolidou uma filmografia tipicamente de comédia social, cheia de esperanças e confiante na honestidade. Essa é a característica de seus personagens centrais.

James Stewart personificou perfeitamente esse perfil. Foi com Capra que o ator tornou-se conhecido e conquistou a fama, fazendo sucesso logo nos primeiros filmes, Do mundo nada se leva (You can’t take it with you), A mulher fez o homem (Mr. Smith goes to Washington) e o que mais delineou esse caráter, A felicidade não se compra (It’s a wonderful life), lançado ao final da Segunda Guerra.

Numa manhã de 3 de setembro de 1991, Capra não acordou, vítima de ataque cardíaco. Tinha 94 anos, e um semblante tranquilo de quem continuava sonhando.

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