quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Suely em Hamallah

foto VideoFilmes/Divulgação

Na cidade nordestina de Iguatu, no interior do Ceará, não caem bombas nem crianças têm a infância massacrada por guerra insana de adultos. Submetido a violência de outra natureza, o pequeno município brasileiro não oferece oportunidades e sonhos, como em Ramallah, cidade palestina localizada na Cisjordânia.

A angústia exposta em "O céu de Suely", longa de Karim Aïnouz, deve afetar os espectadores palestinos, oprimidos pelo poder bélico de Israel e pelo seu maior aliado, os Estados Unidos. O filme nacional integra a sétima edição do Festival de Cinema Brasileiro em Israel, que começa hoje, e num feito inédito, será estendido pela primeira vez àquela que é a maior cidade da região.

A idéia partiu do próprio organizador do festival, Salomão Ghelfgot, que sempre quis fazer esse pouso, mas nunca conseguiu permissão por conta das tensões políticas da região. A iniciativa foi recebida com festa pelos agentes culturais de Ramallah, que vêem na oportunidade intensa troca cultural, já que a maior informação daquele povo sobre os brasileiros reside no futebol e em seus ídolos. A realização da mostra vai além do intercâmbio. Ajuda a quebrar os fortes bloqueios impostos por Israel às cidades palestinas.

Além de "O céu de Suely", estão programados "O ano em que meus pais saíram de férias", de Cao Hamburger, "Proibido proibir", de Jorge Duran, "O maior amor do mundo", de Cacá Diegues e "Vinícius", de Miguel Faria Jr.

fonte Correio Braziliense

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