segunda-feira, 26 de junho de 2017

love, love, love

No final dos anos 60, o mundo vivia o auge da bestialidade de mais uma guerra: desde 1955 Vietnã do Norte travava conflito armado com Vietnã do Sul, este apoiado belicamente pelos Estados Unidos com a assessoria logística da Coreia do Sul, Austrália, Tailândia e outros países, e do lado lá da trincheira os aliados União Soviética, China e outras nações comunistas. Era uma espécie de “guerra por procuração”, no meio daquele minúsculo país, pois logo após a Segunda Guerra, as superpotências norte-americana e soviética protagonizaram o longo período de Guerra Fria.
Estados Unidos voltou para casa derrotado em 1975, com seus mortos e sobreviventes traumatizados – garotos que amavam os Beatles e os Rolling Stones. Somente com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e dois anos depois com a extinção da União Soviética, é que decretou-se o fim do conflito entre as duas nações e suas zonas de influências.
Em 1967, a BBC de Londres fez um convite especial aos Beatles: participarem da primeira transmissão mundial via-satélite, apresentando-se no programa Our World em 25 de junho. Solicitou ao grupo uma música que falasse de amor, paz, esperança etc e tal.
Lennon e McCartney começaram a compor uma canção com esse objetivo. Depois de várias tentativas de letras dos dois, decidiram por uma escrita somente por John: All you need is love, gravada em compacto simples logo após a apresentação, e em 1968 no disco Yellow submarine.
Mais de 26 países acompanharam aquele momento histórico: os Beatles diretamente dos estúdios do Abbey Road, com o auxílio luxuoso do coro de convidados Mick Jagger, Keith Richards, Keith Moon, Eric Clapton, Graham Nash, Marianne Faithfull, entre outros, cantando para o mundo que “there's nothing you can do that can't be done”.

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