terça-feira, 6 de julho de 2010

em nome do Pai

 
 
Ouvi hoje no rádio que estudiosos da Bíblia estão pesquisando se as cidades Sodoma e Gomorra foram mesmo destruídas pela ira divina, jogando dos céus fogo e enxofre, ou se foi um asteróide que caiu sobre os habitantes pecadores.
Mas até asteróide podem argumentar que foi mandado por Deus.

Creio que somos resultado do que pensamos e praticamos. Lei natural de causa e efeito.

Não creio em divindade punitiva, não aceito pai-patrão.

Supondo Deus Todo-Poderoso, em seu trono eterno, nosso pai... Pai é piedoso, é tolerante, não apedreja, não chicoteia, não explode bombas. Pai ama seus filhos. Não seria nobre da parte Dele tanta crueldade. Pai educa, orienta. O resto é conosco, filhos ingratos.

7 comentários:

Lila Dourado disse...

Nirton ...ao longo da hist... Ver maisória, sempre responsabilizaram Deus,pelos grandes feitos misteriosamente punitivos, muitos dos quais ocasionou a morte de milhares de pessoas inocentes.É muito complicado, pra não dizer contraditório. Pois ao mesmo tempo, entitulam Deus de Benevolente, Pacificador , Salvador e Vingativo(ao punir os humanos),Criminoso e responsável pelas grandes catástrofes.
Talvez por isso, desde cedo não tenha abraçado nenhuma religião e como você, continuo acreditando em pai, como o que orienta e deseja o que de melhor possa haver para seus filhos.Vejo os males sociais, como responsabilidade dos humanos.

Nirton Venancio disse...

Lila, assim como a maioria dos brasileiros, fui criado em família católica. Mas quando crianças somos indefesos, não sabemos, ou não podemos,defender as convicções que afloram.
Não me considero ateu, mas não tenho nenhuma religião. Minha crença não passa por "atravessadores" da fé.
E tive um pai verdadeiro exemplo de compreensão, tolerância, educação, amor.

Afonso Celso Machado Neto disse...

Muito bacana esta sua definição aí acima, meu grande Nirton!

Janaina Cordeiro da Costa disse...

Nirton, nasci numa fam... Ver maisília católica, e não permaneço nesta Igreja por mera tradição, mas por absoluta convicção. Na minha história pessoal, é justamente a Igreja Católica que tem me devolvido isso que tu mesmo mencionas: a imagem do Deus Pai, piedoso, tolerante, misericordioso. Um Deus tão zeloso por sua mais perfeita criatura que, por amor, envia seu Filho para vencer as nossas mortes (não apenas a física, mas a ontológica, a diária, a da "picada das pequenas serpentes abrasadoras", a do convívio com o outro, a de que não façam as nossas vontades ou de que não nos compreendam) e abrir, novamente, as portas da eternidade, que haviam sido fechadas por conta do rompimento ocasionado pelos "filhos ingratos" que, querendo ser "deuses", entenderam que podiam dar um rumo muito melhor às suas vidas do que o pensado por Deus. O rompimento com a história. O rompimento com a verdade. O rompimento com a felicidade. O rompimento com aquela "imagem e semelhança" que tinham com seu Criador. Só que misericórdia, nem sempre, é poupar os filhos do sofrimento e da dor; muitas vezes, e quem é pai deve saber disso melhor que eu, é também permitir que seus filhos experimentem o resultado óbvio de suas próprias escolhas erradas, sem que isso se traduza em crueldade. Então, concordo plenamente quando dizes: "Pai educa, orienta". Abração.

Nirton Venancio disse...

Janaína... não creio no que você crê. Ou pelo menos da forma como crê. Não creio na Igreja Católica Apostólica Romana. E nenhuma Igreja. Mas respeito, ela lá. E seus fieis. Mas acredito, sim, em Deus. Não essa imagem aqui acima que ilustra a postagem... a que ao longo da história nos habituamos a aceitar que assim seja. Acredito nesse Deus piedoso, tolerante, misericordioso, por isso não concordo que seja punitivo, vingativo, pra mim isso é crueldade. Creio que nós é que saboreamos ou expiamos nossos atos. Não aceito Deus se ele me machuca. Não aceito pai se me faz temê-lo. Amo e respeito o pai - o daqui na terra como o do céu. Não culpo Deus pelo meu sofrimento, pela minha dor. Isento-O totalmente dessa responsabilidade. Eu sou o único causador dos meus erros.
Questiono muita coisa na Bíblia, que pra mim não faz sentido, tornando quase um livro de ficção.

Janaína Cordeiro de Moura disse...

Ok. Cada um é reflexo da própria experiência. Abração.

joão alberto lupin disse...

"há padres que falam em Deus com tal convicção que a gente se convence de que Deus não existe". >millôr fernandes<