quarta-feira, 6 de junho de 2007

dois filmes

Robert Shaw e Paul Scolfield

Foram lançados em dvd dois grandes filmes da década de 60, “O homem que não vendeu sua alma” (A man for all seasons), de Fred Zinneman, e “A moça com a valise” (La ragazza com la valigia), de Valerio Zurlini.

Produção de 1966, o filme de Zinneman se passa durante a instauração da Igreja Protestante na Inglaterra do século XVI. O adúltero Henrique VIII (Robert Shaw) planeja se separar de sua primeira esposa para se casar com Ana Bolena (Vanessa Redgrave), mas não recebe a aprovação de Thomas More (Paul Scofield), um fervoroso católico que se tornou Lord Chanceler, altíssimo posto que ele preferiu renunciar a trair suas convicções. O tal que não vendeu sua alma. Dos seis Oscars recebidos naquele ano um foi para Scofield, melhor ator. Mas ele não compareceu à cerimônia, e Wendy Hiller, que curiosamente faz sua esposa abandonada no filme, subiu ao palco para receber a estatueta.

Zinneman, falecido em 1997 aos 90 anos, era um austríaco que chegou em Hollywood lá pelo anos 20, fez figuração em alguns filmes e depois se tornou assistente de Robert Flaherty, diretor do clássico “Nanook, o esquimó” (Nanook of the North).


Jacques Perrin e Claudia Cardinale

“A moça com a valise” é um desses típicos e belos filmes italianos. Rodado em 1960, conta a história de uma mulher, vivida por Claudia Cardinale, que parte em busca do amante que a abandonou. O cara é um playboy sem escrúpulo, que lembra os canalhas nelsonrodrigueanos, e convence o irmão adolescente de se livrar da mulher. O rapaz, inexperiente e solitário, se encanta pela quase-cunhada. Guarda a valise da moça, paga-lhe as contas, faz tudo por ela.


Zurlini (1926-1982), um dos mais importantes cineastas do cinema italiano, tem uma filmografia repleta de clássicos. Revendo filmes como “Verão violento” (Estate violenta) e “Dois destinos” (Cronaca familiare), por exemplo, encontra-se a grandeza do cinema na sua melhor tradução. O cineasta Carlos Reichenbach, um apaixonado por Zurlini, escreveu um ótimo artigo no Estadão, à propósito da série de lançamentos em dvd com os filmes do realizador italiano.

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