quarta-feira, 20 de junho de 2007

Mandrake em Brasília

foto Conspiração Filmes

O advogado criminalista Mandrake é um personagem criado pelo recluso romancista Rubem Fonseca. Sua primeira aparição foi num livro de contos, “O cobrador”, lançado no final dos anos 70. Em 1983 esteve mais presente no romance policial “A grande arte”, que Walter Salles adaptou para o cinema em 1991, sendo sua estréia em longa-metragem. No filme o personagem se transformou em fotógrafo, interpretado pelo americano Peter Coyote.

Fonseca retoma o personagem original em “E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto”, novela publicada em 1997, e no romance de 2005, “Mandrake: a Bíblia e a bengala”.

Cínico, boa-pinta, mulherengo, Mandrake virou série de televisão no canal fechado HBO em 2005, sob a direção de José Henrique Fonseca, filho do romancista, que estreou no cinema em 2003, com o longa “O homem do ano”, baseado no livro “O matador”, de Patrícia Melo, roteirizado pelo próprio Rubem Fonseca. O ator Marcos Palmeira interpreta o advogado-detetive.
A série televisiva tem jeitão de cinema. Com um investimento total de quase R$ 5 milhões, e captado em película super-16, estão previstos 50 episódios até 2008.


Pois Mandrake esteve nesta semana em Brasília. Não para periciar os recibos do rei do gado senador Renan Calheiros. O detetive veio à cidade para apurar um caso complicado de sexo e política. A equipe do seriado passou pela Capital Federal para gravar cenas do episódio, com roteiro do titã Tony Bellotto, que deve ir ao ar em breve, com locações em estradas de terra na DF-140, Cadetral Metropolitana, Ponte JK, e fachada do Congresso Nacional, claro.

Qualquer semelhança com os acontecimentos políticos que dominam os noticiários é mera coincidência, embora a arte imite a vida. Mas esta, às vezes, parece mais ficcional de tão absurdamente verdadeira.

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