sábado, 31 de dezembro de 2011

o disco

“Que isso fique entre nós”, do paulista Robson Pélico, ou somente Pélico, foi o melhor disco de 2011. Inquietou-me e me confortou com suas letras certeiras, sua musicalidade longe da mesmice "pop”. Ele tem outro cd, de 2008, “O último dia de um homem sem juízo", mais guitarra, mais gritante. Mas esse segundo é O disco.

Pélico é um Luspicínio redivivo, um Roberto meio bossa-nova, meio rock-and-roll. Pélico vai direto nos corações sofridos, nas relações findas, e não se desespera: fotografa com sua voz grave e ao mesmo tempo delicada o que às vezes escondemos, o que nem sempre relevamos, e ele nos revela com sua enorme gratidão poética. 

Em 2012 ele precisa se estender mais em shows além da "cena paulista". Aguardo, aguardamos você, Pélico, Brasil a fora! Que isso não fique só entre nós.

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